terça-feira, 21 de setembro de 2010

DEFINIÇÃO DE LIDERANÇA

DEFINIÇÃO DE LIDERANÇA

Ao longo do tempo verificou-se que empregado, quando tem confiança e é comprometido com a empresa, obtém mais e melhores resultados, do que o empregado vigiado, controlado e mandado.
A liderança, dentro de uma visão moderna, está sendo buscada por um simples fato: o controle de empregados custa caro, e não obtém a maior produtividade de cada empregado. Ou seja, é duplamente ineficaz: custa mais e não obtém o melhor.
Não fosse isso, não se justificaria um Hospital Sara Kubitschek, que possui um corpo técnico de excelente nível, e paga salários menores do que esses profissionais poderiam estar ganhando no mercado. Ou ainda, os McDonalds, que atendem em 119 países, têm mais de 30.000 restaurantes de lanches rápidos, e servem mais de 47.000.000 de sanduíches por dia, com pessoal atendendo a todos com um sorriso nos lábios.
O que faz com que todas estas pessoas trabalhem assim?
O que esse pessoal faz que os outros não possam fazer?
Cabe discutir o que é liderança. As seis definições de liderança abaixo, para mim são todas equivalentes:

LIDERAR é conectar os seus empregados ao seu negócio.


LIDERAR é obter e manter empregados que ajam e trabalhem como proprietários.

LIDERANÇA é a arte de fazer com que os outros tenham vontade de fazer algo que você está convencido que deva ser feito.

LIDERANÇA é a arte de mobilizar os outros a batalhar por aspirações compartilhadas.

LIDERANÇA é a arte de obter resultados desejados, acordados e esperados através de empregados engajados.

LÍDER
é o portador da autoridade legitimada, ou seja, aquele em quem se reconheçam motivos para ser ouvido, acatado e seguido. (Benedito Milioni)
Em quaisquer definições de liderança, aquela que você gostar, sempre haverá uma ou duas palavras, no máximo, que se retiradas, mudam o significado de liderança para gerência, ou chefia. Vejamos:
GERENCIAR é colocar para trabalhar os seus empregados no seu negócio.
GERENCIAR é obter e manter empregados que ajam e trabalhem como empregados.
GERÊNCIA é a arte de fazer com que os outros façam algo que você está convencido que deva ser feito.
GERÊNCIA é a arte de mobilizar os outros a batalhar.
GERÊNCIA é a arte de obter resultados desejados, acordados e esperados através de empregados.
As palavras que mudam, e dão todo o sentido da liderança, - diferentemente da simples gerência - são conectar, agir e trabalhar como proprietários, fazer com que os outros tenham vontade de fazer, batalhar por aspirações compartilhadas, e empregados engajados.
Em toda e qualquer definição de liderança, que utilizarmos, terá um ou dois vocábulos que expressarão o conceito de aderência e comprometimento do empregado à empresa, de pertencer a um agrupamento que faça a diferença.
Liderar fica sendo então algo como prover um significado ao trabalho que faça com que valha a pena o engajamento das pessoas, que esse significado ajuda a sensação de pertencer, mas, sobretudo, conceda a chance de participar, com o seu próprio trabalho e esforço, na construção de algo que valha a pena engajar a sua vida.

Neste casos, liderar é dar um significado ao trabalho, que propicie o engajamento voluntário dos empregados. O que também ajuda a definir a liderança:
Liderar é também dar um significado ao trabalho que propicie o engajamento voluntário dos empregados.
Note que esta frase sobre liderança enfoca mais um dos processos - básico, necessário e importantíssimo – da liderança, que é a construção do significado, é o que engaja o empregado ao negócio, é o que faz com ele tenha vontade de obter os resultados que o líder aponta, orienta ou indica. Mas a liderança não se resume a isso.
O grande guru da administração, Peter Drucker, diz:
"A única definição de líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são pensadoras. Outras, profetas. Os dois papéis são importantes e muito necessários. Mas, sem seguidores, não podem existir líderes."

"O líder eficaz não é alguém amado e admirado. É alguém cujos seguidores fazem as coisas certas. Popularidade não é liderança. Resultados sim!"

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Filme Fomos Heróis


Assista uma pequena parte do fileme:


http://www.youtube.com/watch?v=ZHfBLc6NKYs



O filme inspira-se no livro We were soldiers once... and young, que Harold Moore, tenente-coronel do exército dos Estados Unidos, e Joseph Galloway, repórter fotográfico, finalizaram em 1993. Moore e Galloway - Gibson e Barry Pepper no filme - são dois sobreviventes de uma das primeiras e mais sangrentas escaramuças do conflito na Ásia, que durou de 1959 a 1975. No final de 1965, Hal Moore liderava o Primeiro Batalhão, quatrocentos combatentes, em missão na chamada Zona de Aterrissagem Raio-X, no Vale La Drang. O local ganhara o apelido de Vale da Morte na metade dos anos 50, quando os vietcongues, guerrilheiros comunistas do Vietnã do Norte, exterminaram as forças ocupantes da França, que dominara, por décadas, toda a região da Indochina.
Mesmo com o funesto retrospecto, mesmo sem conhecer o terreno ou os números da tropa adversária, mesmo com um escalão jovem e inexperiente, o tenente-coronel acata as ordens de seus superiores. O resultado, obviamente, não poderia ser mais desastroso. Subitamente, num terreno sinuoso do tamanho de um campo de futebol, 2.000 vietcongues surpreenderam os norte-americanos, numa batalha que durou três dias. Galloway chegou no segundo dia e, além de registrar as cenas do massacre, ainda precisou pegar em armas e se defender. O episódio serviu de estopim para a verdadeira guerra. Até 1974, morreram 180.000 vietnamitas e 40.000 soldados dos Estados Unidos.
Análise
Fomos heróis é um filme patriótico, como deve se imaginar. Em alguns momentos, no entanto, a produção extrapola no viés, começando pelo apelido do Batalhão de Moore: Sétima Cavalaria. O nome relaciona-se com um agrupamento da Guerra Civil dos Estados Unidos, chefiado pelo general George Custer (1839-1876), que acabou dizimado durante um confronto com índios Sioux. Em outras palavras, o ataque aos vietnamitas é considerado tão legítimo e heróico quanto o ataque aos índios durante a colonização.
Para provar o que estou falando, vamos aos números. Em 138 minutos de filme, a primeira hora exibe as esposas dos soldados, as lindas filhas loiras de Hal Moore, o treinamento pesado dos norte-americanos e muitas referências religiosas. Tirando o massacre dos franceses, só quando começa o conflito aparece o primeiro vietcongue, apitando, correndo como um louco com sua baioneta. Aliás, os quase cinqüenta minutos de tiroteios cansam. O diretor Wallace não segura o ritmo, assim como em seu filme anterior.
Curiosamente, o retrato fica mais equilibrado, supera os aspectos bélicos, quando o repórter Galloway entra no combate. Surge um soldado comunista enviando uma carta à sua amada. Snakeshit (Greg Kinnear), um dos pilotos de helicópteros, protagoniza um instante de reflexão e fúria, o melhor momento da projeção, que lembra bastante a obra de Coppola. Mas não há, em instante algum, uma diálogo que seja, qualquer militar questionando seriamente a importância da missão ou duvidando do papel norte-americano naquele princípio de guerra. Na teoria, a parceria de Gibson e Wallace tenta denunciar o terror através de soldados chamuscado pelo Napalm, mas o despudor exagerado e alguns detalhes bem desagradáveis transformam a técnica numa grande apelação.
No fim do filme, os créditos exibem os nomes dos combatentes reais que caíram no Vale da Morte. Assisti ao filme em uma sessão especial, com a presença do filho de um dos sobreviventes, hoje um marmanjo, mas que aguardava o pai retornar à base quando tinha oito, nove anos. Ele considera todas aquelas pessoas verdadeiros heróis da solidariedade e do companheirismo. Confesso que me emocionei, mas a comoção não foi maior do que o incômodo: como é que militares e políticos entregam assim, sem o menor planejamento, sem estratégia alguma, seus homens à morte? O filme acrescenta uma homenagem à memória daqueles mortos, mas pra mim, sinceramente, Fomos heróis deveria ser traduzido como Fomos estúpidos.

Liderança e Poder

PODER

O poder – a habilidade de influenciar outras pessoas – é extremamente importante para que um líder seja eficaz. Nas organizações, isso muitas vezes significa fazer com que as tarefas sejam realizadas, ou atingir as próprias metas mesmo com a resistência dos outros.

Fontes de Poder

Uma das abordagens mais antigas e ainda úteis para entender o poder sugere que os líderes têm cinco fontes potenciais importantes de poder nas organizações. A figura 1 mostra essas fontes de poder.
 

Fontes de Poder
Figura 1. Fontes de Poder

Poder legítimo

O líder com poder legítimo tem o direito, ou a autoridade, de dizer aos subordinados o que fazer; os subordinados são obrigados a obedecer às ordens legítimas. Por exemplo, um supervisor diz a um empregado que remova um risco à segurança e o empregado remove o risco porque tem de obedecer à autoridade de seu chefe. Em oposição a isso, um subordinado não tem autoridade para dar ordens a um administrador de linha, ele não tem poder legítimo sobre o administrador. E, como é possível imaginar, os administradores têm mais poder legítimo sobre seus subordinados do que sobre seus pares, chefes e outras pessoas dentro e fora das organizações.


Poder sobre recompensas

O líder que tem poder sobre recompensas influencia os outros porque controla recompensas valorizadas; as pessoas obedecem aos desejos do líder para receber essas recompensas. Por exemplo, um administrador trabalha muito para atingir suas metas de desempenho, para conseguir do seu chefe uma análise de desempenho positiva e um grande aumento de salário. Por outro lado, se a política da empresa dita que todos devem receber o mesmo aumento de salário, o poder de um administrador sobre as recompensas diminui, porque ele não é capaz de conceder maiores aumentos.


Poder de coerção

O líder com poder de coerção tem controle sobre as punições; as pessoas obedecem para evitar essas punições. Por exemplo, um administrador implementa uma política referente a faltas, que aplica ações disciplinares rigorosas aos empregados que infringirem as normas. Um administrador tem menor poder de coerção se, digamos, um contrato sindical o proíbe de punir os empregados com demasiada severidade.


Poder de referência

O líder com poder de referência tem características pessoais que atraem os outros; as pessoas obedecem devido à admiração, ao desejo de aprovação, à estima pessoal ou à vontade de ser apreciadas pelo líder. Por exemplo, administradores jovens e ambiciosos estimulam os hábitos de trabalho e o estilo pessoal de um executivo carismático e bem-sucedido. Um executivo incompetente, não estimado, que quase não impõe respeito tem pouco poder de referência.


Poder de competência


O líder que tem poder de competência possui certas habilidades ou conhecimentos; as pessoas obedecem porque acreditam nessas habilidades e podem aprender ou obter vantagens dela. Por exemplo, um administrador de vendas oferece a seus vendedores algumas orientações sobre como fechar um negócio. Os vendedores então mudam suas técnicas de vendas porque respeitam as habilidades do administrador. Por outro lado, a esse líder pode faltar o poder de competência em outras áreas, tais como a de finanças; assim, seus vendedores podem ignorar seus conselhos a respeito de assuntos financeiros.

As pessoas que estão em posição de dizer aos outros o que fazer, que podem recompensar e punir, que são estimadas e admiradas e que possuem habilidades em que os outros possam inspirar-se serão membros poderosos da organização. Todas essas fontes de poder são importantes. Embora seja fácil supor que os chefes mais poderosos são aqueles que têm alto poder legítimo e controlam as principais recompensas e punições, é importante não subestimar as fontes mais “pessoais”, como os poderes de referência e perícia. Essas fontes pessoais são as que se relacionam de forma mais direta com a motivação das pessoas a desempenhar de acordo com as expectativas de seus superiores.


LIDERANÇA


A liderança não deve ser confundida com direção nem com gerência. Um bom administrador deve ser necessariamente um bom líder. Por outro lado, nem sempre um líder é um administrador. Na verdade, os líderes devem estar presentes no nível institucional, intermediário e operacional das organizações. Todas as organizações precisam de líderes em todos os seus níveis e em todas as suas áreas de atuação.

A liderança é um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e nas organizações. Podemos definir liderança como uma influência interpessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos. Os elementos que caracterizam a liderança são, portanto, quatro: a influência, a situação, o processo de comunicação e os objetivos a alcançar.

A liderança envolve o uso da influência e todas as relações interpessoais podem envolver liderança. Todas as relações dentro de uma organização envolvem líderes e liderados: as comissões, os grupos de trabalho, as relações entre linha e assessoria, supervisores e subordinados etc. Outro elemento importante no conceito de liderança é a comunicação. A clareza e a exatidão da comunicação afetam o comportamento e o desempenho dos liderados. A dificuldade de comunicar é uma deficiência que prejudica a liderança. O terceiro elemento é a consecução de metas. O líder eficaz terá de lidar com indivíduos, grupos e metas. A eficácia do líder é geralmente considerada em termos de grau de realização de uma meta ou combinação de metas. Mas, por outro lado, os indivíduos podem considerar o líder como eficaz ou ineficaz, em termos de satisfação decorrente da experiência total do trabalho. De fato, a aceitação das diretrizes e comandos de um líder apóia-se muito nas expectativas dos liderados de que suas respostas favoráveis os levarão a bons resultados. Nesse caso, o líder serve ao grupo como um instrumento para ajudar a alcançar objetivos.



Teorias sobre Liderança

Teorias de Traços de Personalidade


As mais antigas teorias sobre liderança se preocupavam em identificar os traços de personalidade capazes de caracterizar os líderes. O pressuposto era que se poderia encontrar um número finito de características pessoais, intelectuais, emocionais e físicas que identificassem os líderes de sucesso, como:

•    Habilidade de interpretar objetivos e missões;
•    Habilidade de estabelecer prioridades;
•    Habilidade de planejar e programar atividades da equipe;
•    Facilidade em solucionar problemas e conflitos;
•    Facilidade em supervisionar e orientar pessoas;
•    Habilidade de delegar responsabilidades para os outros.

As críticas à teoria de traços de personalidade residem em dois aspectos principais. O primeiro é que as características de personalidade são geralmente medidas de maneira pouco precisa. O segundo é que essa teoria não considera a situação dentro da qual atua a liderança, ou seja, os elementos do ambiente que são importantes para determinar quem será um líder eficaz. Alguns traços de personalidade são importantes em certas situações, mas não em outras. Um líder de empresa pode ser o último a falar em casa. Muitas vezes é a situação que define um líder. Quando a situação se modifica, a liderança passa para outras mãos.


Teoria Sobre Estilos de Liderança


Um dos mais populares expoentes da teoria comportamental, Douglas McGregor, publicou um livro clássico, em que procura mostrar com simplicidade que cada administrador possui uma concepção própria a respeito da natureza das pessoas que tende a moldar o seu comportamento em relação aos subordinados. Ele chegou à conclusão de que há duas maneiras diferentes e antagônicas de encarar a natureza humana. Uma delas é antiga e negativa, baseada na desconfiança nas pessoas. A outra é moderna e positiva, baseada na confiança nas pessoas. McGregor denominou-as, respectivamente, Teoria X e Teoria Y.


Teoria X

O administrador que pensa e age de acordo com a Teoria X tende a dirigir e controlar os subordinados de maneira rígida e intensiva, fiscalizando seu trabalho, pois considera que as pessoas são passivas, indolentes, relutantes e sem qualquer iniciativa pessoal. Nesse estilo de liderança, o administrador pensa que não se deve confiar nas pessoas, porque elas não têm ambição e evitam a responsabilidade. Ele não lhes delega responsabilidades porque acredita que elas são dependentes e preferem ser dirigidas. Com todas essas restrições, o administrador cria um ambiente autocrático de trabalho, uma atitude de desconfiança, vigilância e controle coercitivo que não estimula ninguém a trabalhar. Pessoas tratadas dessa maneira tendem naturalmente a responder com falta de interesse e de estímulo, alienação, desencorajamento, pouco esforço pessoal e baixa produtividade, situação que vai reforçar o ponto de vista do administrador, fazendo-o aumentar ainda mais a pressão, a vigilância e a fiscalização. A ação constrangedora do administrador provoca reação acomodada das pessoas. Quanto mais ele obriga, tanto mais elas tendem a se alienar em relação ao trabalho.


Teoria Y

Já o administrador que pensa e age de acordo com a teoria Y, tende a dirigir as pessoas com maior participação, liberdade e responsabilidade no trabalho, pois considera que elas são aplicadas, gostam de trabalhar e têm iniciativa própria. Ele tende a delegar e a ouvir opiniões, pois acredita que as pessoas sejam criativas e habilidosas. Compartilha com elas os desafios do trabalho, porque pensa que elas são capazes de assumir responsabilidades, com autocontrole e autodireção no seu comportamento. Esse estilo de administrar tende a criar um ambiente democrático de trabalho e oportunidades para que as pessoas possam satisfazer suas necessidades pessoais mais elevadas através do alcance dos objetivos organizacionais. Pessoas que trabalham com respeito, confiança e participação tendem a responder com iniciativa, prazer em trabalhar, dedicação, envolvimento pessoal, entusiasmo e elevada produtividade em seu trabalho. A situação impulsionadora do administrador provoca uma reação empreendedora das pessoas. Quanto mais ele impulsiona, tanto mais elas tendem a tomar iniciativa e responsabilidade no trabalho.

Onde se situar? Qual o estilo de liderança a adotar? Essa questão é simples. Em um modelo burocrático, provavelmente a teoria X seria a mais indicada como estilo de liderança para submeter rigidamente todas as pessoas às regras e regulamentos vigentes. Porém, na medida em que se adota um modelo adaptativo, a teoria Y torna-se imprescindível para o sucesso organizacional. Contudo, independentemente do modelo organizacional, o mundo moderno está abandonando a teoria X e trocando-a definitivamente pela teoria Y.


Comportamentos de Liderança

A abordagem comportamental tenta identificar o que fazem os líderes. Os líderes devem concentrar-se em fazer com que as tarefas sejam cumpridas ou em manter seus seguidores felizes? Na abordagem comportamental, as características pessoais são consideradas menos importantes que o real comportamento exibido pelos líderes.

Três categorias gerais do comportamento de liderança receberam atenção particular: comportamentos relacionados ao desempenho de tarefas, à manutenção do grupo e à participação do empregado nas tomadas de decisão.


Desempenho de Tarefas

A liderança exige fazer com que as tarefas sejam desempenhadas. Os comportamentos de desempenho de tarefas são os esforços do líder para garantir que a unidade de trabalho ou a organização atinjam suas metas. Essa dimensão é às vezes mencionada como preocupação com produção, liderança diretiva, estrutura iniciadora ou proximidade de supervisão. Inclui o enfoque na velocidade, qualidade e precisão do trabalho, quantidade de produção e na obediência às regras.


Manutenção do Grupo

Ao exibir o comportamento de manutenção do grupo, os líderes agem para garantir a satisfação dos membros do grupo, para desenvolver e manter relações harmoniosas de trabalho e preservar a estabilidade social do grupo. Essa dimensão é algumas vezes chamada de preocupação com as pessoas, liderança de apoio ou consideração. Inclui enfoque nos sentimentos e no bem-estar das pessoas, apreciação por elas e redução do estresse.


Líderes positivos e negativos

Existem diferenças entre maneiras pelas quais os líderes focalizam a motivação das pessoas. Se o enfoque enfatiza recompensas – econômicas ou outras – o líder usa a liderança positiva. Quanto melhor for a educação do empregado, maior é a sua solicitação de independência, e outros fatores trabalham a favor da motivação, mais dependente da liderança positiva. Se a ênfase é colocada em penalidades, o líder está se utilizando da liderança negativa. Este enfoque pode conseguir um desempenho aceitável em suas situações, mas tem custos humanos altos. Líderes de estilo negativo agem de forma a dominarem e serem superiores às pessoas. Para conseguirem que um trabalho seja feito, eles submetem o seu pessoal a personalidades tais como perda do emprego, reprimendas frente a outros e descontos de dias trabalhados. Exibem sua autoridade a partir da falsa crença que podem amedrontar todos para que atinjam a produtividade. Eles são mais chefes do que líderes. Existe um contínuo de estilo de liderança que classifica desde o fortemente positivo até o fortemente negativo. Quase todos os gerentes usam ambos os estilos indicados em algum lugar do contínuo todos os dias, mas o estilo dominante deve afirmar-se com o grupo. O estilo está relacionado com o modelo de comportamento organizacional da pessoa. O modelo autocrático tende a produzir o estilo chamado de negativo, o modelo protetor é de alguma forma positivo; e os modelos de apoio ou corporativo são claramente positivos. A liderança positiva geralmente atinge níveis mais altos de satisfação no trabalho e desempenho.


Líderes autocráticos

O líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões. Os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. O líder autocrático é dominador, emite ordens e espera obediência plena e cega dos subordinados. Os grupos submetidos à liderança autocrática apresentaram o maior volume de trabalho produzido, com evidentes sinais de tensão, frustração e agressividade. O líder é temido pelo grupo, que só trabalha quando ele está presente. A liderança autocrática enfatiza somente o líder. O líder autocrático é tipicamente negativo, baseia suas ações em ameaças e punições: mas também podem ser positivos, como foi demonstrado no caso de um autocrata benevolente que faz escolhas para dar algumas recompensas a seus subordinados.

Algumas vantagens do estilo de liderança autocrática é que ele geralmente satisfaz como líder, favorece decisões rápidas, utiliza favoravelmente os subordinados menos competentes, oferecendo segurança e base estruturais para os empregados. A maior desvantagem é que a maioria dos subordinados não gosta desse estilo, especialmente se for usado de maneira extrema a ponto de criar medo e frustração.

Na liderança autocrática, o líder centraliza o poder e mantém o controle de tudo e de todos em suas mãos.

Grupos com líder autoritário. Tendia a ser mais agressivo e briguento. Quando se exprimia a agressão, esta tendia a ser dirigida aos outros membros do grupo e não ao líder. Alguns indivíduos passaram a depender completamente do líder e só trabalhavam quando ele estava presente. Quando o líder se afastava do grupo, o trabalho não progredia com a mesma intensidade. Nas frustrações, esses grupos tendem a se dissolver, através de recriminações e acusações pessoais.


Líderes democráticos


Os líderes participativos ou democráticos descentralizam a autoridade. As decisões participativas não são unilaterais, como no caso do estilo autocrata, pois elas saem da consulta aos subordinados, bem como de sua participação. O líder e seus subordinados atuam como uma unidade social. Os empregados são informados sobre as condições que afetam seu trabalho e encorajados a expressar suas idéias, bem como a fazer sugestões. A tendência geral é no sentido de ampliar o uso das práticas participativas, pois elas são consistentes com os modelos de apoio colegiado do comportamento organizacional.

O líder é extremamente comunicativo, encoraja a participação das pessoas e se preocupa igualmente com o trabalho e com o grupo. O líder atua como um facilitador para orientar o grupo, ajudando-o na definição dos problemas e nas soluções, coordenando atividades e sugerindo idéias. Os grupos submetidos á liderança democrática apresentaram boa quantidade de trabalho e qualidade surpreendentemente melhor, acompanhadas de um clima de satisfação, integração grupal, responsabilidade e comprometimento das pessoas.

Na liderança democrática ou participativa, o líder trabalha e toma decisões em conjunto com os subordinados, ouvindo, orientando e impulsionando os membros.

Grupos com líder democrático. Os indivíduos convivem amigavelmente. Há mais atitudes amistosas e ligadas às tarefas. As relações com o chefe são mais espontâneas e livres. O trabalho progredia de maneira suave e espontânea, mesmo quando o chefe está ausente. Sob frustrações, originadas na situação de trabalho, responde o grupo através de ataques organizados às dificuldades.


Líderes liberais

Os líderes liberais ou rédeas soltas evitam o poder e a responsabilidade. Eles dependem muito do grupo, quanto ao estabelecimento dos seus próprios objetivos e resolução dos seus próprios problemas. São os membros do grupo que treinam a si mesmos e promovem suas próprias motivações. O líder tem apenas um papel secundário. Na liderança do tipo rédeas soltas a contribuição do líder é ignorada aproximadamente da mesma forma que na liderança do tipo autocrática o líder ignora o grupo. Essa forma de liderança tende a permitir que diferentes unidades da organização elaborem objetivos cruzados, e que pode degenerar num caos. Por essa razão normalmente não é usada como um estilo dominante, mas mostra-se útil naquelas situações nas quais o líder pode deixar as escolhas inteiramente por conta do grupo.

O líder permite total liberdade para a tomada de decisões individuais ou grupais, participando delas apenas quando solicitado pelo grupo. O comportamento do líder é evasivo e sem firmeza. Os grupos submetidos à liderança liberal não se saíram bem, nem quanto à quantidade nem quanto à qualidade do trabalho, com fortes sinais de individualismo, desagregação do grupo, insatisfação, agressividade e pouco respeito ao líder. O líder é ignorado pelo grupo. A liderança liberal enfatiza somente o grupo.

Na liderança liberal, o líder omite-se e deixa a situação fluir à vontade, sem intervir ou mudar o rumo dos acontecimentos.

Grupos com líder permissivo. O trabalho progredia desordenadamente e pouco. Embora houvesse considerável atividade, a maior parte dela era improdutiva. Perdeu-se um tempo considerável em discussões e conversas sobre assuntos meramente pessoais entre os componentes do grupo.

Um líder usa todos três tipos de estilos durante um período de tempo, mas um deles tende a ser dominante. Os pesquisadores notaram diferença na atmosfera de trabalho, no comportamento dos elementos do grupo e nas realizações no desempenho dos três grupos.

Como um Líder Deve Agir

A gestão situacional é a habilidade de mudar a situação, quando for necessário. E para realizar essa mudança, deve o líder ter uma variedade de comportamentos para adaptar-se à situação. Esse fato chama-se residência de estilo, que é a capacidade de manter um estilo adequado a cada situação.

Já o repertório de estilos consiste na habilidade do gerente (ou líder) em variar seu próprio estilo básico de comportamento.


Comportamento do líder

As pesquisas sobre liderança levaram os psicólogos a observar duas estruturas gerais de comportamento do líder. Vejamos:

•    Líder orientado para a tarefa (OT). Dentro dessa estrutura de comportamento, o líder (gerente) dirige os seus esforços e o de seus subordinados para a tarefa, visando iniciar, organizar e dirigir um trabalho.
•    Líder orientado para as relações interpessoais (OR). O gerente (líder) voltado para essa orientação tem relações pessoais mais amplas no trabalho, caracterizado por ouvir, confiar e encorajar.

Baseado nessa orientação, Reddin propôs quatro combinações de estilos de liderança.

•    Líder separado: Esse estilo de liderança dá ao gerente baixa orientação para o trabalho e pouca orientação para as relações humanas.
•    Líder relacionado: Tem apenas alta orientação para as relações humanas.
•    Líder integrado: Possui uma elevada orientação para o trabalho e também interesses altos; é voltado para as relações humanas.
•    Líder dedicado: Tem apenas alta orientação para o trabalho.


ESTUDO DE CASO – LIDERANÇA E PODER NA ORTOBOM

A empresa Ortobom, líder de mercado no ramo de colchões e estofados, foi fundada há 40 anos em São Paulo, e iniciou suas atividades no ramo metalúrgico, fabricando camas e mesas para televisão. Com o passar dos anos, começou a comprar blocos de espuma para a confecção de colchões, que harmoniosamente se casavam com essas camas, visando aumentar seu ramo de atividades. Em 1975 foi inaugurada no Rio de Janeiro uma fábrica especializada na fabricação de colchões e desativada a produção de camas, especializando-se exclusivamente na fabricação de colchões. Naquela época, os colchões eram confeccionados com algodão desfiado entre outros materiais e vendidos no atacado, pois não existia ainda o sistema de Lojas. A marca Ortobom surgiu da junção da palavra ortopedia (ramo da medicina que cuida da anatomia humana) e da palavra bom; dando a idéia de um colchão que oferece, além de conforto, cuidados com a saúde. Devido ao grande esforço despendido em planejamentos estratégicos a longo prazo, a Ortobom soube perfeitamente aproveitar a fase próspera de seu negócio e deixou de ser uma indústria de transformação para ser uma indústria de base, fabricando a própria matéria-prima para confecção de seus produtos.

Em entrevista ao gerente administrativo da unidade Ortobom no Ceará, Vinícius Lima Rocha, foram questionados vários pontos relativos ao estudo de liderança e poder. O entrevistado saiu-se bem, respondeu calmamente a todas as questões que lhe foram apresentadas. Notou-se, porém, ao longo da entrevista, alguns pontos contraditórios, no que diz respeito ao estilo de liderança adotado na empresa. Logo na primeira pergunta, Vinícius mostrou-se dividido, e acabou dando uma resposta antagônica. Quando foi abordada a questão relativa à sua autoridade na empresa, Vinícius disse que deixa os funcionários livres para desempenhar as tarefas de acordo com a maneira de cada um, mas que eles precisavam seguir normas pré-estabelecidas. Isso demonstra uma oposição de pensamento, pois se existem regras e elas devem ser cumpridas, os funcionários não podem agir da forma que acham mais conveniente.

Percebeu-se, já na segunda questão, o estilo de liderança do entrevistado.  Ao responder que é rigoroso com a quantidade de trabalho e que se preocupa muito com a produção, ele demonstrou ser um líder dedicado e orientado para a tarefa, ou seja, que planeja, programa, coordena, proporciona recursos e estabelece metas de desempenho. Isso significa que, na opinião dele, a eficiência das operações resulta da organização do trabalho de tal modo que o elemento humano interfira o mínimo possível. Também na terceira pergunta ele se mostrou essa espécie de líder.

As contradições começaram a surgir quando Vinícius foi questionado sobre o seu estilo de liderança. De início, ele já respondeu de uma maneira geral, como se fosse a empresa quem estivesse falando, e não o próprio, como pessoa. Disse que “eles” tinham uma gestão democrática, em que os funcionários eram livres para expressar suas opiniões sobre a empresa ou sobre os dirigentes. Pouco antes, o entrevistado havia dito que “o que não faltam são normas aqui na empresa... Nós temos até um livro com todas elas e novas regras são criadas a cada dia...”. Fica então a dúvida: Até que ponto os funcionários podem se manifestar? Talvez, organização nenhuma vá assumir que tem uma liderança autocrática, porque liga essa gestão a algo como a ditadura militar, a opressão. De certa forma, Vinícius estava certo ao afirmar a democracia de sua empresa, pois, segundo ele, todos os funcionários têm plena consciência de que podem apresentar suas críticas à administração da empresa, e, se possível (“é impossível agradar todo mundo”), serão atendidos.

O entrevistado acredita que um bom líder já nasce com essa capacidade. O que acontece, muitas vezes, é que ele não tem conhecimento disso. Sendo possível, portanto, ajudá-lo a desenvolver essa liderança e trabalhar em cima desse “dom”. Ele dá, inclusive, características de um líder exemplar.

Perguntado sobre as teorias X e Y, Vinícius disse “lembrar vagamente”, mas respondeu com clareza e exatidão a teoria adotada em sua empresa. Também questionado sobre liderança negativa e positiva, ele disse que utiliza um pouco das duas, pois não se pode ter uma empresa lucrativa se você não premia ou pune seus funcionários quando merecem. O gerente administrativo da empresa Ortobom disse até discordar do nome “liderança negativa”, pois não concorda que descontar as faltas não justificadas do salário de um funcionário seja um ponto ruim da sua gestão.

Um estudo sobre liderança em uma fábrica deve ser cauteloso nas críticas à tendência autocrática e antiquada de liderança. Liderar e coordenar pessoas trabalhando em uma fábrica não é o mesmo que liderar um grupo de publicitários tentando desenvolver uma campanha de marketing. As dificuldades dentro de uma fábrica são bem diferentes das dificuldades de um grupo de publicitários. Em uma fábrica, a maioria dos empregados não tem conhecimento conceitual para discutir com seu líder sobre os rumos ou as programações de atividades. O trabalho em uma fábrica é monótono e burocrático. Tudo que sempre acontece não está predisposto nos manuais ou como foi ensinado nos treinamentos. As mudanças de equipamentos ou produtos são ditadas pelos administrados sem o consentimento dos empregados da linha de montagem. De certa forma, o mais importante em uma fábrica é manter as atividades da forma mais normal possível, e sempre que a tecnologia avançar, reduzir os custos, cortando empregos.

No âmbito da administração deve ser dada uma atenção especial à forma de lidar com a liderança sobre os empregados. Começar pela escolha de um bom líder é fundamental. O líder, nesse sentido de trabalhar com pessoas comprometidas com atividades administrativas diversas (finanças, marketing, contabilidade, advocacia, recursos humanos, etc), deve voltar suas atenções para a valorização individual dos empregados e a realização de uma sinergia forte entre as pessoas.

O líder de um grupo administrativo, assim como acontece na Ortobom, deve conhecer as atividades operacionais de seus funcionários. Normalmente, ele tem a capacidade de realizar as mesmas tarefas que ele direciona a serem realizadas. Entretanto, se ao invés de realizar tal tarefa, ele contribuir com a realização de todas as atividades dos componentes do grupo, ele vai estar aumentando a capacidade de sinergia desse grupo. Isso resume a atividade de um líder moderno no âmbito empresarial e administrativo.

Note que dentro do espaço administrativo há uma capacidade maior de participação dos funcionários nas tomadas de decisões. Isso diferencia muito o trabalho de liderança entre a fábrica e entre a administração da fábrica.

Liderança

Líder é alguém que possui Seguidores.
Liderança é o processo de influenciar pessoas no sentido de que ajam em prol dos objetivos da instituição.

Algumas pessoas são Pensadores outras Profetas. Papéis importantes e necessários. Mas sem Seguidores, não podem existir Líderes.

Líder Eficaz,  não  é  alguém  amado  e  admirado.  É  alguém cujos seguidores  fazem  as coisas  certas. Popularidade não é liderança. Resultado, sim.

Líderes são bastante visíveis, portanto servem de exemplo.

Liderança não quer dizer posição, privilégio, titulo ou dinheiro.

Significa responsabilidade com AUTORIDADE.


Liderança na Organização

As coisas acontecem e são realizadas na sociedade devido à convicção de certas pessoas. A mesma coisa ocorre nas empresas. Os gerentes são os responsáveis diretos pela sobrevivência e pelo sucesso da organização. Cada sucesso da empresa é o sucesso de um ou mais gerentes. Cada fracasso é o fracasso de um ou mais gerentes. A excelência empresarial está profundamente relacionada com a excelência gerencial. A visão, a dedicação e a integridade do gerente são os principais determinantes do sucesso empresarial. As principais habilidades e ferramentas gerenciais quase sempre se resumem em uma das características fundamentais: a liderança.

Cada pessoa tem as suas aspirações pessoais, os seus objetivos, as suas preferências, as suas características de personalidade, os seus talentos e habilidades. Cada pessoa é única e ímpar. Ao constituírem uma equipe de trabalho, as pessoas se destacam pela diferenças individuais. Para que as pessoas possam trabalhar satisfatoriamente em equipe elas precisam de liderança. A liderança constitui uma necessidade típica do trabalho em equipe. Para fazer a equipe funcionar e produzir resultados, o gerente precisa desempenhar muitas funções ativadoras. Dentre estas funções, sobressai a liderança. O gerente deve saber como conduzir as pessoas, isto é, como liderar as pessoas e administrar as diferenças entre elas. A liderança é necessária em todas as atividades e em todos os tipos de organização humana, principalmente nas empresas.

A liderança não deve ser confundida com direção ou com gerência. Um bom dirigente ou gerente deve ser necessariamente um bom líder. O líder nem sempre é um dirigente ou gerente. Na realidade, os líderes devem estar presentes no nível de direção, no de gerência e em todos os seus níveis hierárquicos e em todas as suas áreas de atuação. Contudo, é na gerência que reside o ponto mais crítico da liderança. É neste nível onde são decodificados e traduzidos os objetivos e necessidades da empresa e transformados em metas e esquemas de trabalho para serem implementados e realizados pelos demais outros níveis da hierarquia empresarial. Como a gerência transita no meio do campo, ela passa a ser intermediária entre os objetivos fixados pela alta direção e os meios utilizados pelo nível operacional para o seu alcance. A gerência funciona como o nível mediador, seja interpretando os objetivos fixados pela direção, seja transformando-os em planos e programas de trabalho para serem executados pelas demais pessoas da organização. Ao traduzir os objetivos fixados e convertê-los em programas de ação, a gerência assume o papel de direcionar e conjugar esforços, comunicar, liderar, motivar, avaliar e recompensar as pessoas dentro da organização. O gerente não lida apenas com capital ou dinheiro, com máquinas ou equipamentos, mas trabalha sobretudo com pessoas. É através das pessoas que o gerente consegue a execução das tarefas, a alocação dos recursos materiais e financeiros, a produção de bens ou serviços, bem como o alcance dos objetivos organizacionais. Daí a sobrevivência e o sucesso da empresa. Ao lidar com pessoas, a principal habilidade e ferramenta gerencial que emerge é a liderança.


Perfil do Líder


COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS

São conhecimentos acerca da empresa e suas interações no ambiente interno e externo.


COMPETÊNCIAS INTERPESSOAIS

São as habilidades que possibilitam as interações com o outro, visando melhoria das relações e dos resultados.


COMPETÊNCIAS INTRAPESSOAIS

São características e valores pessoais que têm impacto nas competências interpessoais e organizacionais.


“Liderança começa na escola...”
por J.C. Benvenutti        

Formado em economia pela UFPR, Pós-graduado em Marketing. É hoje um dos mais requisitados profissionais especialista no fator humano das empresas. Sua atuação no Brasil e no exterior tem trazido proveituosos resultados às empresas. Sua vivência e dedicação aos estudos e pesquisas, o faz uma das maiores autoridades no assunto. Co-autor do livro "Marketing de Serviços - by ESPM", co-autor do livro "Segmentação de Mercado - by Editora Nobel. Membro da Americam Creativity Association – USA.

J.C. Benvenutti mostra as características do líder em palestra de abertura do FórumRH

Com um estilo muito peculiar, que mistura os conceitos teóricos com piadas, ironia e muito humor, J.C. Benvenutti, professor universitário, conferencista e consultor empresarial e especialista no fator humano nas organizações, abriu a série de palestras do 12º Fórum RH com um grande resumo sobre o tema do evento, que é a questão da liderança.

Ele explicou que é tão difícil achar líderes nas empresas justamente porque isso não é ensinado nas escolas. "Qual a hora mais temida nas escolas? A prova. E como se chama o trabalho em equipe nas provas? Cola. Ou seja, você é ensinado desde cedo que não pode trabalhar em conjunto com os colegas e passar seu conhecimento", esclarece.

Benvenutti explicou que o sucesso pessoal, profissional e mesmo da empresa está resumido a uma única equação: 

R= (C+H) L

Sendo que R é o resultado, C são as competências, H as habilidades e L, a liderança. O resultado do seu trabalho depende de você somar as suas competências e habilidades, que multiplicadas pela liderança dão o resultado total.


Confira agora as características que, segundo o especialista, formam um líder completo, e as devidas explicações sugeridas por ele:

1. Caráter - pessoa que fala e age de forma coerente

2. Carisma - capacidade de ser aglutinador de pessoas

3. Comprometimento - quem faz é diferente de quem sonha, ter comprometimento é estar disposto a fazer algo

4. Comunicação - uma boa comunicação pede um ambiente claro e propício

5. Discernimento - deve ser regido por valores, não são apenas por maneiras

6. Foco - quanto mais nítido, mais preciso ele é

7. Generosidade - uma vela acende a outra e nenhuma se apaga

8. Iniciativa - fazer acontecer, se não der certo volta e tenta de novo

9. Escutar - para se conectar aos corações, escute!

10. Paixão - fundamental, é o combustível da vida

11.Atitude positiva - é preciso pensar positivamente para que as coisas dêem certo

12. Resolvedor de problemas - diante de um problema, você precisa se perguntar sempre: "o que eu aprendo com isso"? Ou você enfrenta o problema, ou se curva diante dele. Não faça como muitas pessoas que pagam "consórcio de desgraça", e ficam anos sofrendo pelo mesmo problema.

13. Relacionamentos - quando você se dá bem com os outros, estes conseqüentemente vão se dar bem com você também

14. Responsabilidade - ter posição na empresa, saber trabalhar em equipe, jogar junto

15. Seguro - ter consciência das suas competências e fragilidades, e saber que a diversidade é importante, principalmente no ambiente corporativo

16. Autodisciplina - saber liderar a si mesmo

17. Provedor - é aquele que sabe amar mais seus colaboradores do que seu próprio cargo

18. Aprendiz - quanto mais sei, mais sei que nada sei. O importante é aprender sempre e entender que saber algo não pressupõe que você não tenha mais nada a aprender sobre aquilo

19 - Visão - nós somos do tamanho dos nossos sonhos. Se alguém sonha medíocre, vai acabar fazendo coisas medíocres  


 

Com um tema tão amplo e sempre atual, procuramos nos relacionar e acompanhar junto com a classe, através da pesquisa, em que Perfil de Liderança nos encontramos.

Procuramos abordar também como referência em nossa pesquisa a tese do conferencista J.C. Benvenutti, em que, como já vimos ele questiona ironicamente o grande problema da liderança já dentro da formação do profissional.

Podemos sentir também que a liderança está presente em qualquer meio onde se haja concentração de pessoas. Nesses casos podemos verificar a liderança em vários graus e facilmente identificar o líder, seja num problema a ser solucionado; seja num trabalho de escola; seja dentro da família; num jogo de futebol, enfim, a liderança está presente em todos os meios e em diferente grau de intensidade, movidos pela razão ou pela emoção.

Dentre as diversas qualidades observadas para a liderança acontecer, observamos duas que seriam fundamentais:

A sensibilidade, em que o líder consegue antecipar os pensamentos e as emoções de seus companheiros, para assim definir a melhor opção em cada momento.

A Iniciativa, pois de nada valer-se-ia um líder com um mundo de conhecimentos, carisma, responsabilidades, etc. se ele não tiver a iniciativa, ou a ação de começar a fazer algo. Portanto, é a razão e emoção e, ir e fazer!